Newsletter
Início› Exclusivo› Edição 0 ← Voltar
Especial Saneamento

Escassez hídrica transforma a atuação das concessionárias

Empresas são levadas a equilibrar a manutenção dos serviços com recursos cada vez mais escassos, mudando o foco da distribuição para a gestão de riscos e infraestrutura de longo prazo

Exclusivo GC 17 de junho de 2026 · Edição 0


A escassez hídrica no Brasil tem gerado pressões significativas sobre as concessionárias de saneamento básico, exigindo adaptações operacionais, investimentos em infraestrutura e estratégias de gestão de demanda para garantir o abastecimento.

A crise climática, com secas severas e redução do volume de chuvas, afeta a disponibilidade de água potável, enquanto o desmatamento compromete o regime de chuvas, especialmente na região Sudeste.

Nesse quadro, as concessionárias têm adotado medidas como campanhas de conscientização para redução de consumo, caracterizadas como demarketing (reduzir o consumo para garantir a sustentabilidade do recurso).

Em cenários extremos, como o de São Paulo, gestores têm recorrido a reduções de pressão na rede, o que gera queixas de falta d'água, especialmente em áreas vulneráveis.

Como relata reportagem especial nesta edição, o alto índice de perdas de água na distribuição (vazamentos e ligações clandestinas) é um dos principais gargalos.

A redução dessas perdas é crucial para o avanço do saneamento e para mitigar a escassez.

Mas a crise hídrica em São Paulo também reacendeu debates sobre a eficácia da gestão pública versus privada.

Críticos argumentam que a gestão privada pode priorizar lucros em detrimento de investimentos em prevenção, enquanto defensores veem a privatização como forma de acelerar a eficiência e o investimento necessário.

O fato é que, para garantir a segurança hídrica, as concessionárias estão sendo pressionadas a investir em fontes alternativas, como reúso de água e novas represas.

As medidas são urgentes, tendo em vista o risco de colapso no abastecimento de grandes cidades, impulsionado por falhas na gestão, seca e aumento da demanda.

Agências reguladoras como a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), monitoram a situação e propõem medidas de adaptação para a crise hídrica.

Em resumo, a escassez hídrica tem o poder de transformar a atuação das concessionárias, que precisam equilibrar a manutenção do serviço com a gestão de recursos cada vez mais escassos, passando de um foco apenas na distribuição para a gestão de riscos e infraestrutura de longo prazo.

Nos links abaixo, confira algumas ações recentes realizadas pelas empresas do setor e compiladas pelo Especial Grandes Construções de Saneamento.


Confira: