Engenheiros mostram como é possível reduzir o dano ambiental através de inovações desenvolvidas no país
Pavilhões representando diversos países durante a Rio+20 preenchem o gigantesco espaço do Parque dos Atletas, uma principais locais de eventos durante a conferência. Uma das estruturas, no entanto, é dedicada exclusivamente à mostra de pesquisas realizadas por profissionais brasileiros. O estande da Coppe/UFRJ, referência em estudos de engenharia, inaugurou uma pequena exposição com ideias e tecnologias que podem ajudar a transformar o discurso sobre o meio ambiente em ações de efeito. Uma delas é o uso do cimento ecológico capaz de minimizar o impacto de um dos grandes poluidores mundiais, a construção civil.
A indústria do cimento responde por cerca de 5% das emissões mundiais de gás carbônico. As estimativas da Coppe são de que o uso de resíduos agroindustriais na substituição de 40% do cimento reduza, no Brasil, até 17 milhões de toneladas na emissão anual de gás carbônico dessa indústria. O estudo destaca ainda ser possível que um milhão de famílias de agricultores do Nordeste, cuja renda vem do sisal, sejam beneficiadas com o uso de fibras vegetais na construção civil. Atualmente, a produção global da indústria cimenteira é de 3,3 bilhões de toneladas de cimento por ano.