Siderúrgicas e montadoras acirram a queda-de-braço para definir percentuais de aumento do aço. Pressionadas pela majoração do minério de ferro e do carvão, que representam 50% dos custos do aço, siderúrgicas começam a repassar os aumentos de sua matéria-prima, mas as montadoras resistem a aceitar essas elevações. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e presidente da Fiat Automóveis, Cledorvino Belini, as montadoras já estão "brigando, ou melhor, conversando, sobre os patamares de preço que serão aplicados ao aço".
Belini afirma que o aço representa 30% do custo do carro, pois há perdas no processo que exigem o uso adicional de aço. "Quando estampamos uma porta, temos de fazer, por exemplo, um buraco para janela, o que acaba gerando perdas no processo", diz o presidente da entidade, e acrescenta: "Claro que recuperamos uma parte dessas perdas, mas elas existem".