A cada trimestre, o negócio de minério de ferro ganha mais peso nos resultados da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que cada vez mais ganha uma cara de mineradora
No último balanço financeiro, publicado na noite de segunda-feira e detalhado ontem a investidores, isso ficou evidente: o resultado anual foi beneficiado negócios na mineração e menos pelo comércio de aço. Além do aumento da receita e do resultado operacional (Ebitda) dessa área, o lucro da empresa foi engordado pelo ganho extraordinário de quase R$ 700 milhões resultante da venda de cerca de 20% do capital que detinha da produtora de carvão australiana Riversdale para a Rio.
No quarto trimestre, o lucro foi de R$ 817 milhões, com alta de 81% sobre um ano antes. Apesar da evolução na última linha, que foi melhor do que a divulgada por suas concorrentes, como a Usiminas, o balanço da CSN não agradou em termos operacionais na reta final do ano. Para analistas do Barclays Capital, o desempenho abaixo das expectativas no trimestre e o baixo dividendo anunciado poderão ter reflexos negativos na performance das ações no curto prazo.