Os mais de 1.200 megawatts médios de energia gerados pela AES Tietê vão estar descontratados a partir de janeiro de 2016 e terão que ser revendidos nos próximos cinco anos, para garantir a manutenção do faturamento da companhia. Todo esse volume de energia chegará ao mercado justamente no período em que a usina de Belo Monte iniciará sua geração e, portanto, vai competir diretamente um com o outro.
Os resultados da Tietê podem ser fortemente afetados, pois toda a energia da empresa está hoje nas mãos da Eletropaulo em um contrato cujo preço por MWh, registrado em junho deste ano, estava em R$ 152. Esse valor lhe lhe garante um faturamento anual da ordem de R$ 1,7 bilhão. Mas o preço, acima da casa dos R$ 150, tende a não ser replicado no mercado livre, atualmente bastante competitivo, e isso pode afetar diretamente o lucro da companhia.