Será um dia possível produzir energia tão limpa quanto a eólica a partir de carvão e gás natural, hoje combustíveis dos mais poluentes? Não só há quem acredite que sim, como pesquisas já comprovaram que é possível captar até 90% do gás carbônico das usinas termelétricas, que iriam diretamente para a atmosfera, e injetar no solo a profundidades que podem chegar a quatro mil metros. Os estudos pelo mundo estão avançados e prontos para serem implantados em larga escala. Neste ano governos da Europa, Estados Unidos e Canadá vão investir mais de € 10 bilhões para dar início ao que será uma tentativa de limpar a energia hoje dominante nestes países.
A Alstom investiu algumas centenas de milhões de euros para desenvolver essas tecnologias e patenteou mais de 200 equipamentos que podem transformar as usinas. O custo da energia dessas usinas aumenta em 50%. A vantagem é que além de se tornarem mais limpas, podem render faturamento com a comercialização de certificados de CO2 e ainda terão custos parecidos com o de parques eólicos. O mercado potencial é de milhares de usinas espalhadas pelo mundo que geram quase 3.500 gigawatts (ou 3,5 milhões de MW).