O governo e a Petrobras estão em rota de colisão quanto a um possível reajuste dos combustíveis e dos demais derivados de petróleo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega (que acumula o cargo de presidente do Conselho de Administração da petrolífera), desmentiu, na noite de ontem, o presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, que havia informado que a empresa poderia efetuar um aumento de preços por conta da onda de alta da cotação do petróleo. Ontem a commodity voltou a subir em Nova York e em Londres. Na New York Mercantile (Nymex) o tipo WTI fechou em US$ 108,83 por barril, o maior preço em dois anos e meio. Na plataforma ICE (Europa), o contrato do petróleo tipo Brent para maio subiu 0,06%, para US$ 122,30. Diante deste impasse, o setor industrial adota o cenário mais pessimista e começa a reavaliar seus custos de produção, principalmente os que usam óleo combustível e gás natural.