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“Apagão” de talentos

Cristiane Correa 17/11/2009 às 16h01
“Apagão” de talentos

Fonte: Exame

Acabo de conversar com Marcelo Odebrecht, presidente do grupo Odebrecht. Hoje a companhia atua em diversos países fora do Brasil, como Estados Unidos, Angola e Líbia (no caso da construtora, uma das empresas do grupo, quase 80% do faturamento vem do exterior). Marcelo contou que a Odebrecht vem contratando nos últimos tempos 1000 funcionários por mês, em média. Em condições normais de temperatura e pressão, contratar tanta gente já seria uma tarefa complicada. Mas Marcelo vem se deparando com um agravante: a escassez de mão-de-obra especializada. Segundo ele, de operários a engenheiros falta tudo. Por isso, a empresa muitas vezes tem que contratar gente que nunca pisou num canteiro de obras -- e tomar para si a responsabilidade de treinar esse pessoal. Isso custa caro. Só no ano passado foram 20 milhões de dólares. Para ele, se o Brasil quiser realmente crescer, vai precisar resolver duas questões: infra-estrutura e educação.

Esse, aliás, é quase um "mantra" que tenho ouvido de empresários com cada vez mais freqüência. O tal "apagão" de talentos parece que volta a assombrar muitas empresas -- um problema que havia diminuído com a crise, mas que ressurge agora com o reaquecimento da economia.

Será que teremos mesmo gargalos no crescimento -- agora e no futuro -- por causa disso?

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