O grupo ArcelorMittal, líder global na indústria do aço, convive com dois cenários em suas operações no Brasil.
No setor de aços planos, que representa pouco mais de dois terços de sua capacidade de produção no país, a companhia opera desde o fim do ano passado com ociosidade de 40%. Já no segmento de aços longos, cujo principal mercado é a construção civil e obras de infraestrutura, a situação é um pouco mais confortável, com índice acima de 90% de ocupação da capacidade, mas nada que justifique ainda desengavetar projetos paralisados desde 2011.
O caso de aços planos, tocado pela subsidiária ArcelorMittal Tubarão, sediada ao lado de Vitória (ES), é perda de competitividade na exportação de placas, um produto semi-acabado. Benjamin Baptista Filho, presidente da companhia e vice-presidente de aços planos do grupo para a América do Sul afirma que "fabricar placas no Brasil para exportar, nos últimos tempos, é prejuízo certo". A empresa está com seu segundo maior alto-forno parado desde o fim de 2012, sem perspectiva à vista de retomada.