“Para ser feita, uma rodovia precisa de R$ 600 mil por quilômetro. A ferrovia, R$ 2 milhões. A hidrovia, R$ 150 mil”. Com a comparação, Fernando Camacho, diretor-geral da SDR de Joinville, expressou o entusiasmo do Estado com as vantagens do sistema hidroviário. Há ainda grande capacidade de transporte de carga e custo. Em 2009, foi inaugurada a primeira hidrovia catarinense, no trecho de 23 quilômetros entre Joinville e São Francisco do Sul.
O retorno da navegação na região Norte reduziria um gargalo logístico. “Se saísse hoje a licitação para duplicar a BR-280, teríamos sete anos até a implantação.” Ampliar as hidrovias é viável, mas não fácil, diz o diretor. Entre os obstáculos, a altura de pontes, que impedem a passagem de navios, e a ausência de um programa de dragagem de rios. A falta de dragagem e o fechamento do canal do Linguado fizeram sumir a navegação na região.