O ano de 2012 promete ser de muitos desafios para o setor de transporte de cargas e logística no Brasil. A necessidade da renovação da frota de caminhões com nova tecnologia, a defasagem do frete cobrado no País, a falta de mão de obra qualificada e as más condições das estradas nacionais são algumas das principais questões a serem debatidas no segmento. É o que diz Flávio Benatti, presidente da NTC &Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística).
Uma questão que está em evidência é a normatização Proconve P7, que torna obrigatório o uso do aditivo arla-32, o que encarece os veículos novos entre 5% e 10%, e está diretamente relacionada com a renovação da frota de caminhões. “Alterar o perfil da frota de caminhões levará algum tempo. A velocidade dessa transformação depende de alguns fatores, como a produção de novos veículos e a capacidade do transportador investir na renovação da frota”, diz Benatti. De acordo com ele, é fundamental criar uma política voltada para o assunto. “Para obter melhores resultados, defendemos a implantação de uma política nacional de renovação e sucateamento da frota de caminhões. O objetivo é tirar de circulação os veículos mais antigos que poluem mais, comprometem a mobilidade urbana e estão mais suscetíveis a acidentes de trânsito”, completa o executivo.