Dilma terá que lidar com a contrariedade de não ter mais prazo suficiente para inaugurar uma série de empreendimentos bilionários
Burocracia, estudos e projetos mal elaborados, dificuldades com desapropriação e licenciamento ambiental, corrupção, ações judiciais e baixa execução orçamentária. A lista de problemas que impôs ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) uma verdadeira corrida de obstáculos começa a fazer as primeiras vítimas na gestão Dilma Rousseff. Com praticamente metade de seu governo cumprido, Dilma terá que lidar com a contrariedade de não ter mais prazo suficiente para inaugurar uma série de empreendimentos bilionários, obras que foram iniciadas ainda na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a primeira fase do PAC, entre 2007 e 2010.
O Valor confrontou as informações do balanço mais recente do programa, divulgado na semana passada, com dados dos últimos relatórios apresentados em 2010, quando Lula deixou sobre a mesa do Palácio do Planalto um enorme pacote de obras para que Dilma, por ele chamada de a "mãe do PAC", inaugurasse durante a sua gestão. O resultado mostra que pelo menos cinco grandes empreendimentos, que totalizam investimentos totais de R$ 28 bilhões, não terão a fita de inauguração cortada pela presidente.