O movimento grevista nos canteiros de obras da Usina Belo Monte na região de Altamira do Pará pode ser retomado a qualquer hora
Pelo menos é o que garantem as lideranças dos trabalhadores, que não estariam aceitando a posição do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM). "Eles não estão cumprindo ainda o que foi acertado nos acordos anteriores", disse um trabalhador que preferiu não se identificar. A assessoria do CCBM informou que não há possibilidade de o movimento ser deflagrado, porque os trabalhadores estão sendo atendidos em suas reivindicações. Os trabalhadores realizaram reunião nesta quarta-feira (18).
O Movimento Xingu Vivo para Sempre denunciou esta semana que o CCBM teria demitido pelo menos 60 operários que participaram da última greve, que paralisou a obra por sete dias. Segundo o movimento, uma liderança grevista foi demitida e agredida por um segurança privado do consórcio. Outro, que aparecera em vídeo participando da greve em gravações internas feitas pela empresa, foi demitido e, posteriormente, preso sem explicação pela Polícia Militar, conforme os trabalhadores, chamada pelo consórcio, enquanto dormia em um dos alojamentos do CCBM.