Em menos de 30 dias, uma conta de quase R$ 1 bilhão terá que ser garantida pelo grupo Bertin para manter as concessões do trecho sul-leste do Rodoanel em São Paulo e de nove usinas termelétricas, duas já em operação e outras sete em fase de construção, além do capital próprio que terá que aportar no Norte Energia, sociedade que é dona da concessão da usina hidrelétrica de Belo Monte. Dessa conta, o valor já de fato em atraso chega a R$ 400 milhões, equivalentes a garantias financeiras que deveriam ter sido depositadas na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) pelo atraso do início da operação de suas termelétricas.
As contas na CCEE, entretanto, são apenas perfumaria considerando os R$ 15 bilhões que o grupo se comprometeu a investir, nos próximos três anos, nas diversas licitações em que se sagrou vencedor. E as dificuldades já começam a também aparecer nos financiamentos de longo prazo que está buscando no BNDES. O consórcio Norte Energia, por exemplo, foi informado pelo BNDES que as garantias apresentadas pela Gaia Energia e Contern Construtora - duas empresas do grupo - não foram aceitas para bancar os cerca de 10% do financiamento de Belo Monte, correspondente à sua participação na usina.