A construção civil é uma das atividades que mais degradam o meio ambiente e debater a sustentabilidade na arquitetura tem sido um campo bastante fértil e que traz inovações.
Uma bioconstrução quando bem feita pode durar muitas décadas. Outro aspecto, é que ela é primitiva e contemporânea ao mesmo tempo. “Algumas técnicas foram sendo aprimoradas em termos de tecnologia, adaptadas para cada região, mas a forma de fazer é a mesma; se buscarmos numa oca indígena ou nas termas romanas e nos prédios contemporâneos, vamos encontrar conceitos de Bioarquitetura, mas cada um em sua área,” explicou o arquiteto e urbanista, pós-graduando em Tecnologia da Arquitetura, Diego Bertoletti da Rocha. A definição de Bioconstrução ganhou derivações ao longo dos anos, como Bioarquitetura, Arquitetura Ecológica ou, Arquitetura Sustentável, com a qual Rocha trabalha.
De acordo com André Luis Jaeger Soares, o conceito de Bioconstrução engloba diversas técnicas da arquitetura vernacular mundial (aquela que aplica os recursos do próprio ambiente). Algumas delas com centenas de anos de história e experiência, tendo como característica a preferência por materiais do local, como a terra, diminuindo gastos com fabricação e transporte, construindo habitações com custo reduzido e que oferecem excelente conforto térmico. Outra vantagem é a construção de ambientes sustentáveis por meio do uso de materiais de baixo impacto ambiental, adequação da arquitetura ao clima local e tratamento de resíduos. As técnicas são várias, dentre elas: Superadobe ou terra ensacada (sacos com terra compactada para fazer as paredes e coberturas); Adobe (tijolos de barro e palha, modelados e secos naturalmente); Taipa de Pilão (terra socada com um pilão dentro de uma forma chamada taipa); Solocimento (produção de tijolos com areia, argila e cimento, sem ser queimados); Ferrocimento (argamassa de cimento e areia sobre uma trama vergalhões finos cobertos por tela de galinheiro e fio galvanizado, amarrados).