Maior parte dos materiais utilizados na construção de máquinas e equipamentos eólicos deve ser de fabricação nacional
Os aerogeradores financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) por empresas vencedoras do próximo leilão de energia eólica, a ser realizado na próxima sexta-feira, 14, deverão atender regras mais rígidas sobre conteúdo nacional de seus componentes. Na sexta, a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) realiza o leilão para compra de energia para 2017 (A-5), com predominância de usinas de energia eólica. Dos 525 projetos inscritos, 484 são de energia eólica, que poderão gerar 11.879 megawatts.
A partir de primeiro de janeiro de 2013, os fabricantes de aerogeradores deverão atender ao menos três das quatro regras: fabricar torre com pelo menos 70% das chapas de aço fabricadas no país ou concreto armado de procedência nacional, fabricação nacional das pás em unidade própria ou de terceiros, montagem da nacelle (parte principal do equipamento) em unidade própria no Brasil e montagem do cubo (peça que envolve a nacelle) no país, com fundido de procedência nacional. Até então, o banco cobrava 60% de nacionalização sobre projetos eólicos. Agora, será sobre máquinas e equipamentos eólicos que compõem o aerogerador.