Em 2009, o Brasil aceitou pagar três vezes mais pela cessão da energia não consumida pelo país vizinho, subindo dos atuais US$ 120 milhões para US$ 360 milhões anuais
Com uma demora de um ano e sete meses, o plenário da Câmara aprovou ontem à noite o acordo entre os governos do Brasil e do Paraguai sobre o valor da energia gerada em Itaipu. Em setembro de 2009, o Brasil aceitou pagar três vezes mais ao Paraguai pela cessão da energia não consumida pelo país vizinho, subindo dos atuais US$ 120 milhões para US$ 360 milhões anuais.
O atraso na aprovação do acordo pelo Legislativo brasileiro está criando uma saia-justa para a presidente Dilma Rousseff. Ela pretende viajar em maio ao Paraguai, mas não poderá chegar lá sem a concretização do acordo. A alteração no Tratado de Itaipu já foi aprovada pelo Parlamento paraguaio. O DEM e o PSDB tentaram evitar a votação da proposta, usando a estratégia de obstrução. Após quase cinco horas de sessão, às 23h44, a proposta foi aprovada com os votos contrários dos dois partidos. O placar registrou 285 votos a favor e 54 contrários. O acordo terá de ser votado ainda pelos senadores.