Barros Franco, presidente, diz que 55% do resultado operacional do grupo é feito no Brasil; se somar Argentina, 70%
A nova plataforma de crescimento do grupo Camargo Corrêa no negócio de cimento, consolidada com a aquisição do controle da portuguesa Cimpor no fim de 2012, está centralizada no Brasil. Dos nove países onde a empresa passou a atuar após a incorporação da cimenteira portuguesa, o mercado brasileiro é o que aponta maior perspectiva de expansão da demanda nos próximos cinco anos. Espera-se aumento do consumo entre 5% e 6% ao ano.
A crise da Europa, que afetou fortemente a economia de Portugal, forçou a paralisação de fábricas locais da Cimpor e levou a uma ociosidade sem precedentes naquelas que continuam operando - no todo, é hoje um terço da capacidade instalada. O quadro na Argentina, onde atua com a Loma Negra, maior fabricante de cimento do país, não requer no momento nenhum movimento de expansão agressivo. Apenas aumentos pontuais, como a unidade de San Juan, na região de Cuyo, anunciada em 2011. Na África, apenas em Moçambique tem plano de expansão, enquanto em Angola continua em estudos com o parceiro local a instalação de uma fábrica.