O governo federal está preparando uma série de mudanças nas regras dos leilões de energia para evitar novos casos como o do grupo Bertin. Os atrasos estão atingindo diretamente o mercado de liquidação na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) que já registra inadimplência financeira de R$ 228 milhões. Os principais credores são Petrobras e Eletronorte. As duas empresas terão que assumir esse mico, caso o Bertin não pague o que deve.
A própria Petrobras, que agora está sendo apontada como a possível salvadora das térmicas, alterou a regra de suprimento de gás natural em função de uma usina adquirida pelo Bertin no ano passado, a usina José de Alencar. A diretora da empresa, Maria Graça Foster, em nota enviada ao valor explicou que os novos contratos de suprimento de gás para usinas termelétricas vão exigir um capital social do empreendedor de, no mínimo, R$ 400 mil por MW de potência instalada.