Para executivo da concessionária que opera Confins, reabertura de Pampulha para voos de longa distância será prejudicial para os dois terminais
Surpreendidos pela portaria do Ministério dos Transportes que reabre para voos de longa distância o Aeroporto da Pampulha, os concessionários do Aeroporto de Confins vão entrar na Justiça para tentar barrá-la. “Vamos entrar questionando a portaria”, disse ao Estado o presidente da Divisão de Aeroportos do Grupo CCR, Ricardo Bisordi. O grupo espera obter uma decisão liminar que suspenda os efeitos da portaria até o julgamento do mérito.
Desde 2004, Pampulha opera apenas voos regionais. O fluxo de passageiros estava concentrado em Confins, na mesma cidade, concedido à iniciativa privada em 2013. “Estudos do próprio governo mostram que a reabertura de Pampulha é prejudicial aos dois terminais”, disse o executivo. Isso porque a quantidade restrita de passageiros deverá provocar uma concorrência predatória. “Foi uma decisão política, isso foi amplamente noticiado”, afirmou Bisordi. “A publicação da portaria coincidiu com outra data importante para o governo.”