A compra de ações por parte da CSN preocupa. A expectativa de mudança no bloco de controle da empresa estaria por trás da recente alta das ações
No último relatório sobre a indústria de aço brasileira, o banco Merrill Lynch centra a atenção nos rumores sobre uma eventual mudança no bloco de controle da Usiminas. É essa expectativa, diz o Merrill, que em parte explica a recente alta das ações. Do começo de janeiro até agora, a Usiminas ON subiu 30,2% e a PNA, 7,8%. O relatório, enviado aos clientes do banco na sexta-feira anterior ao feriado do Carnaval, toma o cuidado de ressaltar que os atuais controladores – Votorantim, Camargo Corrêa e os japoneses da Nippon - acabaram de anunciar a renovação do acordo de acionistas. Mas não deixa de apresentar três possíveis cenários de mudança.
No primeiro, a CSN e/ou a Gerdau compram as partes da Votorantim e da Camargo e passam a dividir o controle com a Nippon. Ambas as empresas, diz a Merrill, teriam condições financeiras de levar adiante o negócio. Como a Usiminas compete com a CSN, o relatório especula que talvez os japoneses prefiram a Gerdau. No segundo cenário, a Nippon compra as fatias da Votorantim e da Camargo Corrêa e, no terceiro, a CSN ou a Gerdau fica sozinha com o controle, uma possibilidade considerada mais remota.