As usinas a fio d'água, como a de Belo Monte, são as que não possuem grandes reservatórios e por isso dependem das variações do fluxo dos rios
O Clube de Engenharia e o Comitê Brasileiro de Barragens criticaram na terça-feira (2/7) a construção de usinas hidrelétricas sem reservatórios. Para o diretor do clube, Luiz Carneiro, "construir hidrelétricas a fio d'água é uma perda de energia muito grande, um gasto enorme para gerar menos energia". As usinas a fio d'água, como a de Belo Monte, são as que não possuem grandes reservatórios e por isso dependem das variações do fluxo dos rios.
Por não terem uma grande área alagada (reservatório), esse tipo de usina é considerada de menor impacto ambiental, o que é questionado pelo presidente do comitê, Erton Carvalho. "Com a aplicação inconsciente e exagerada das leis ambientais, dirigidas exclusivamente contra o uso dos reservatórios em detrimento dos bens por eles gerados, acabamos priorizando, automaticamente, o uso de energias térmicas, usando combustíveis fósseis, impactando no clima e gerando gases do efeito estufa", argumenta. O tema foi debatido no seminário A Importância dos Reservatórios para a Maior Regularização de Vazões e Armazenamento de Energia, no auditório do clube.