Para o superintendente, é preciso que as licitações ocorram no início do segundo semestre deste ano para que o setor de fato seja beneficiado.
Com a aprovação da Medida Provisória 595/2012, chamada de MP dos Portos, fica a expectativa quanto às mudanças que a nova regulamentação pode provocar no Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná, especialmente quando se fala em modernização. O Corredor de Exportação, que é o carro-chefe do porto paranaense, foi criado na década de 70. De lá para cá, o único investimento em infraestrutura ocorreu entre 1990 e 1998. São três berços de atracação e 34 quilômetros de esteiras que levam soja em grãos, farelo de soja e milho dos silos diretamente aos porões dos navios. Mais recentemente, apenas o sistema que opera as esteiras foi atualizado.
Ainda que carente no ponto de vista tecnológico, a estrutura é, em grande parte, responsável pela importância do Porto de Paranaguá no cenário nacional, principalmente na exportação de graneis agrícolas. Em 2012, foram exportadas 21 milhões de toneladas de soja, farelos, milho e açúcar. O maior volume foi de soja: 6,9 milhões de toneladas. A receita cambial, que engloba todos os produtos exportados, foi de US$ 18,5 bilhões.