A falta de definição sobre a realização da 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) inquieta a indústria, que já se movimenta para cobrar do governo uma posição a respeito. As empresas que operam no Brasil estão vendo vencer os prazos para devolução das áreas sob concessão, ao mesmo tempo em que não surgem novas áreas para explorar. O contrato prevê que as áreas só podem ser retidas quando é notificada uma descoberta de petróleo ou gás. E mesmo assim, só não é devolvida a área em torno do reservatório descoberto, após a delimitação. Como a ANP não realiza leilões há três anos (a última foi em 2008), as empresas ficarão em breve sem novos locais para buscar por petróleo ou gás e com isso podem diminuir investimentos ou sair do país. Quem chama a atenção para o problema é o Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP).
"O número de áreas com atividade foi diminuindo ao longo dos últimos anos e em 2012 vai diminuir ainda mais", ressalta Carla Lacerda, membro do comitê de exploração e produção do IBP e diretora de Assuntos Externos da ExxonMobil do Brasil.