Depois de comprar uma participação do bloco de controle da Usiminas por US$ 5 bilhões, o grupo ítalo-argentino Techint prepara nova investida na siderurgia brasileira via Ternium, seu braço de aço. O grupo mantém o plano de construir uma pelotizadora e uma usina de aço no Porto Açú, de Eike Batista, no litoral do estado do Rio de Janeiro. Sua meta é ser um grande player siderúrgico no país, apurou o Valor. O investimento é bilionário e pode chegar a até US$ 3,5 bilhões.
A instalação completa do projeto - desenhado com a chamada tecnologia de redução direta, com uso de gás natural -, que já conta com licença prévia do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), depende porém da disposição da Petrobras em fornecer 4 milhões de metros cúbicos de gás por dia à usina. Desse volume, 2 milhões seriam destinados para a operação e outro tanto para gerar energia usada no processo de produção. Já houve conversas entre a Techint e a petroleira sobre o assunto, mas as partes ainda não chegaram a um bom termo. "O gás é o gargalo do projeto", disse fonte que acompanha as negociações.