Nos trilhos. A estatal russa RZD considera uma prioridade participar da concessão do trecho da Ferrovia Norte-Sul entre Porto Nacional (TO) e Estrela d’Oeste (SP). O valor de outorga mínimo estabelecido pelo governo brasileiro foi de R$ 1,679 bilhão. “Se eles (concorrentes) acham que está caro vão ter de pagar um pouco mais para ganhar de nós”, provoca Bernardo Figueiredo, ex-presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e representante da RZD no Brasil. Manifestaram interesse no negócio, entre outros, a China Communications Construction Company (CCCC), a VLI e a MRS Logística.
Combinando com os russos. Se levar este trecho da Norte-Sul, a RZD pretende trazer para o Brasil o modelo russo. Lá, a estatal administra a malha ferroviária e as locomotivas. Outras empresas buscam o grão na origem e o carregam em vagões próprios. No Brasil, companhias de transporte rodoviário poderiam assumir essa operação. “Existem várias empresas interessadas”, revela Figueiredo.