A pressão por redução de impostos ligados à importação de equipamentos pesados vai centralizar os debates nas próximas semanas entre o governo e os consórcios interessados em assumir o projeto do trem-bala que vai ligar Campinas ao Rio. Ontem (7), o governo oficializou o adiamento do leilão do trem de alta velocidade por 90 dias, conforme adiantou o Valor há uma semana. O recebimento de documentação e a abertura de propostas - que ocorreriam nos dias 11 e 29 de abril - foram remarcados para 11 e 29 de julho.
No pacote de desoneração tributária, os consórcios também querem incluir a redução dos índices exigidos para nacionalização de equipamentos. A regra atual fixa um aumento gradativo de componentes fabricados no Brasil ao longo da construção e operação do trem. O edital estabelece, por exemplo, que pelo menos 15% dos materiais usados no material rodante (trem) sejam fabricados no país no início da operação. Esse índice de nacionalização chegaria a 60% dos componentes no prazo final da concessão, que é de 40 anos.