Estudos apontam que desde os anos 80 a demanda da população mundial por recursos naturais é maior do que a capacidade do planeta em renová-los.
Dados mais recentes do Green Building Council (GBC) - organização não-governamental que surgiu para auxiliar no desenvolvimento da indústria da construção sustentável no mundo - demonstram que estamos utilizando 25% a mais do que temos disponível em termos de recursos naturais. Em outras palavras: para manter o estilo de vida atual seria necessário um planeta e mais um quarto dele. - Na construção civil os dados são alarmantes. O setor consome 42% da energia disponibilizada, 21% da água tratada, é responsável por 25% da emissão de gases, além de gerar de 60 a 70% do entulho no Brasil. E a conta também sai cara: o desperdício de recursos na construção civil representa entre 11 e 15% do custo total da obra. Porém, estamos falando de um segmento que movimenta 9,2% do PIB e canaliza 43% dos investimentos nacionais. Por isso, se por um lado é necessário seguir impulsionando o setor, por outro fica claro que é imprescindível que as construtoras busquem outros caminhos para manter os índices - em tempos de Olimpíadas, Copa do Mundo, Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida.
Para o vice-presidente de Sustentabilidade do Secovi-SP, Ciro Scopel, existe sim uma mobilização - por parte do Governo e com apoio de setores acadêmicos em geral - na busca de soluções concretas para construções sustentáveis no Brasil. Em parceria com a Fundação Dom Cabral, o Secovi-SP elaborou a Pesquisa de Indicadores de Sustentabilidade no Desenvolvimento Imobiliário Urbano. O objetivo do estudo é apresentar recomendações aos setores privado e público para a promoção de cidades mais sustentáveis no País.