Iniciada em 2000, a negociação formal entre Brasil e Argentina para a construção de uma nova ponte que ligue os dois países encontrou mais um entrave. Em 2010, a licitação para a escolha da empresa que ficará responsável pelo estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental para a construção foi realizada, ficando definida a contratação de um consórcio, composto por três empresas argentinas e uma brasileira. O estudo possibilitará escolher qual cidade da fronteira receberá a ponte. Itaqui, Porto Xavier e Porto Mauá são os municípios que disputam a obra. Em fevereiro deste ano, o contrato com o consórcio foi assinado, mas o estudo ainda não começou.
“Atualmente, existem entraves burocráticos quanto à validade do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) argentino no Brasil. Está sendo feito um aditivo no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que deve ficar pronto até o dia 29 deste mês, para que, assim, se possa iniciar o estudo”, explica Daltro Bernardes, chefe de gabinete de Itaqui. O valor pago para as empresas será de US$ 495 mil. De acordo com ele, para que elas recebam a verba, é necessário que abram uma conta no Brasil. O problema principal é que, quando o dinheiro for repassado para outro país, o Banco do Brasil terá que cobrar impostos.