Estudo da FIESP mostra que, para oferecer moradia a todos os brasileiros até 2022, setor vai precisar contratar metade da população economicamente ativa
Se quiser zerar o déficit habitacional no Brasil, o setor da construção civil vai ter de contratar, obrigatoriamente, metade de todos os brasileiros que forem incorporados à População Economicamente Ativa (PEA) nos próximos 12 anos. Um estudo elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em parceria com a consultoria LCA, mostra que, em números, esta necessidade de contingente será de três milhões de trabalhadores.
Os dados, antecipados por EXAME.com, serão divulgados na 9ª edição do Construbusiness, que acontece na segunda-feira (29), em São Paulo. Entre 2010 e 2022, a estimativa é que a população brasileira total tenha um acréscimo de 10 milhões de habitantes (passando de 193 para 203 milhões). Destes, segundo o estudo, cerca de seis milhões farão parte da PEA. Diante deste crescimento, será necessário construir 23 milhões de habitações - seis milhões que zerarão o atual déficit e outros 17 milhões para atender ao aumento da demanda.