O bom desempenho do setor depende de várias soluções, mas o problema de escassez de mão de obra foi contornado.
A escassez de mão de obra ainda é uma questão que faz parte da agenda dos dirigentes das empresas de construção civil. Mas já não tira o sono de nenhum deles. Os investimentos em capacitação e o próprio aumento da remuneração dos trabalhadores de todos os níveis do setor têm sido suficientes para fazer as companhias continuarem bancando um crescimento acima do PIB nacional há pelo menos quatro anos - de acordo com dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a última vez que o PIB do segmento ficou abaixo do brasileiro foi em 2009. No entanto, para o Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (SindusConSP), é hora de o governo fazer a sua parte: investir em infraestrutura e simplificar a complexa legislação que permeia o setor.
"E preciso racionalizar as normas. Atualmente, está muito difícil fazer com que um projeto seja aprovado em menos de um ano e meio. E o problema é nacional, visto que a legislação c muito complexa c realmente dificulta a entrega de projetos", afirma o vice-presidente de economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan. Que estima que o período poderia cair para seis meses se houvesse, além da desburocratização do segmento, ampliação do quadro de técnicos para estudo da documentação.