Das 19 incorporadoras que estão listadas hoje na bolsa, pelo menos 12 nasceram em São Paulo. A conjuntura atual, porém, está colocando em xeque a maior cidade do Brasil e berço das empresas. São Paulo tornou-se um mercado complicado demais para a maioria das construtoras. Terrenos extremamente caros e disputados, aprovações complicadas e lentas, outorga onerosa (licença para construir algumas vezes além do tamanho original do terreno) escassa e cara. Apesar da demanda e dos elevados preços que a cidade está absorvendo, para conseguir crescer no ritmo que querem e precisam, as companhias abertas tiveram de partir para outros mercados. Aceleram a compra de terrenos e a abertura de novas filiais.
As abertas fizeram promessas ambiciosas de lançamentos aos investidores e para cumpri-las precisam agir rápido - o que só é possível por meio de uma estratégia bem-sucedida de expansão para fora da cidade. A diversificação geográfica, que na fase das aberturas de capital era uma maneira de cooptar investidores, virou necessidade. Assim como para as construtoras pequenas e médias, que não têm a mesma urgência, mas precisam de terrenos mais baratos para gerar receita.