Há no DF pelo menos 7 mil vagas não preenchidas devido à falta de qualificação dos trabalhadores, o que leva as empresas a perderem negócios. Problema tende a se agravar devido à Copa do Mundo, que exigirá obras de infraestrutura
Máquinas paradas, galpões e escritórios ociosos, projetos engavetados e empresários desesperados. A falta de mão de obra qualificada empaca a economia do Distrito Federal. Em todos os setores, a reclamação é recorrente e cada vez mais preocupante: sobram vagas, mas não há gente preparada para trabalhar. Mesmo com a Copa do Mundo de 2014 a caminho e Brasília confirmada como cidade-sede, o setor produtivo se vê obrigado a colocar o pé no freio. Como o quadro de funcionários não consegue acompanhar o avanço da demanda, o desenvolvimento econômico fica seriamente afetado.
Quase 7 mil postos de trabalho podem não ser ocupados no DF este ano por ausência de trabalhadores qualificados, segundo projeções do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O problema tornou-se crônico em todo o Brasil. Para especialistas, o fenômeno é resultado, em grande parte, do crescimento econômico acelerado que o país atravessa. Na capital federal, porém, há um agravante. Com muita facilidade, a iniciativa privada perde bons profissionais para a administração pública, o que torna ainda mais complicado preencher as vagas abertas.