A contratação de mão de obra para uma nova siderúrgica, instalada em Santa Cruz, no Rio, é o pivô do atrito sem precedentes que envolve o empresário Benjamin Steinbruch, principal acionista da Cia. Siderúrgica Nacional (CSN), a ThyssenKrupp CSA Cia. Siderúrgica do Atlântico - dona da nova usina - e o Instituto Aço Brasil (IABr). A entidade reúne os fabricantes de aço no país, entre os quais Gerdau, Usiminas, ArcelorMittal e a própria CSN.
O caso veio à tona recentemente, logo depois de o IABr aprovar, em junho, a entrada da CSA no seu quadro de sócios com direito a voto nas decisões estratégicas. Isso foi feito sem a aprovação da CSN, cujo representante deixou a reunião sequer sem votar, em protesto, porque Steinbruch era contrário à filiação da CSA naquele momento. Até então, a postulante era apenas afiliada, sem poder participar e votar nas reuniões do conselho diretor.