O presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil, Albano Chagas Vieira, e o presidente executivo, Marco Polo de Mello Lopes, mostraram um cenário preocupante para a indústria siderúrgica nacional.
As importações, que hoje representam 31,5% do consumo interno, chegariam, em 2022, a nada menos de 57,9%. É claro que essa afirmação envolve certa futurologia, mas a entidade se baseou no que está ocorrendo há muitos anos: o Brasil perde poder de competição na indústria em geral, e o aço não é exceção. Há pouco mais de uma década o Produto Interno Bruto (PIB) industrial representava 25% do PIB total e, hoje, está restrito a 13%.
As siderúrgicas brasileiras pagam US$ 84 por megawatt/hora, contra média mundial de US$ 22. A instituição critica posição do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que negou apoio ao setor, por considerar que a desvalorização do real já teria ajudado a conter importações e estimular exportações. Segundo Mello Lopes, isso não ocorreu. Cita que, junto com o real, as moedas de países concorrentes também cederam, o que fez com que a situação anterior de real valorizado ante concorrentes, como Turquia, China, Ucrânia e Índia se mantivesse inalterável. Para o IAB, o feito cambial teria sido praticamente nulo.