Sondagem da Comissão de Obras Públicas, da CBIC, mostra que 68% dos projetos de suas associadas estão parados ou em ritmo lento
Da distante Pimenta Bueno, em Rondônia, passando pela promissora Barreiras, no Oeste da Bahia, até a pequena Pantano Grande, no Rio Grande do Sul, são mais de 5 mil quilômetros de distância. Cada uma está localizada numa região do País e tem características econômicas bem distintas. Mas, nos últimos meses, passaram a compartilhar de um mesmo mal: a paralisação de obras Brasil afora, que tem provocado demissões em massa no setor de construção.
Uma sondagem feita pela Comissão de Obras Públicas (COP), da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com seus associados, mostra que 68% das obras estão em ritmo lento ou totalmente paradas. Os empreendimentos – que somam 52 obras – estão espalhados por todos os setores e variam entre restauração e pavimentação de estradas, melhorias em portos, expansão de ferrovias, construção de prédios públicos, escolas e obras de saneamento básico. Além de deixar um rastro de abandono, a paralisação das obras provocou milhares de demissões em várias empresas, que estão com baixo fôlego financeiro para manter as obras em dia.