A descarbonização surge como um desafio multifacetado que envolve não apenas a transformação da matriz energética, mas também implica em impactos socioeconômicos profundos
A busca por alternativas mais sustentáveis na matriz energética do Brasil ganha destaque em meio à crescente preocupação com as mudanças climáticas.
Nesse contexto, a descarbonização surge como um desafio multifacetado que envolve não apenas a transformação da matriz energética, mas também implica em impactos socioeconômicos profundos. O caminho para os próximos anos é incentivar a descarbonização do carvão por meio de tecnologias de captura de CO2, de acordo com especialistas.
Celso Cunha, presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento Nuclear (ABDAN), destaca a importância de uma abordagem responsável e equilibrada nesse processo de transição. “Precisamos respeitar o meio ambiente e utilizar de tecnologias que gerem o menor impacto ou impacto zero.”
“Atualmente, o Brasil mantém oito usinas termelétricas a carvão, totalizando cerca de 30 geradores. O impacto socioeconômico dessas usinas é significativo, já que elas empregam muitos trabalhadores e são essenciais para o fornecimento de energia em diversas regiões do país”, ressalta.