As exigências da Petrobras para negociar os termos de suprimento de combustível para térmicas a gás no próximo leilão de ajuste (A-3), em julho, desagradaram não só pequenos como alguns grandes agentes do setor. Eles reclamam da concorrência da estatal como geradora, sendo que ela é a única supridora de gás do país. Para os pequenos, a exigência de capital integralizado de pelo menos R$ 400 mil por megawatt (MW) instalado, entre outras obrigações consideradas arbitrárias, fez com que a Petrobras praticamente enterrasse a participação de pequenas (notadamente geradoras a óleo) e até fundos de investimento.
No caso de uma térmica de 170 MW, por exemplo, a regra exige integralização de capital de R$ 68 milhões só para discutir o suprimento de gás, sem garantia de contrato e nem de vencer o leilão. A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster, diz que as regras são preventivas. "Para fornecer gás em um leilão para A, B ou C eu tenho de investir em infraestrutura. E a Petrobras precisa se proteger. O fato é que estou cuidando da minha empresa", diz a diretora.