“2015 será um ano difícil, vai ser um ano de reajustes. Não vai ser uma mudança rápida e sim lenta. Diferentemente da Argentina, Brasil caminha lentamente, mas para a direção certa. A retomada vem em 2016.” A análise é do economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani, palestrante da reunião-almoço desta segunda-feira (10), na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul, que comemorou os 60 anos da Soprano. O ex-assessor do Ministério da Fazenda durante o Plano Real fez projeções sobre o cenário econômico do País no próximo governo da presidente Dilma Rousseff.
Padovani destacou que com as eleições apertadas o governo deve sofrer uma pressão inédita do ponto de vista político e econômico. Para ele, não resta alternativa à presidente Dilma senão melhorar a economia e mudar os sentimentos de desconfiança e descrença do empresariado a respeito do governo. “Para o próximo ano o cenário é de confiança muito baixa, inflação muito alta, dólar e desemprego subindo, crédito travado, consumo em desaceleração e baixos investimentos”, disse.