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Em crise, Brasil quer atrair mais capital chinês

País recebeu aportes de US$ 30 bilhões a US$ 35 bilhões de 2010 a 2015, segundo o Insper; infraestrutura tem ativos relevantes à venda

Redação GC 28/07/2016 às 00h00
Em crise, Brasil quer atrair mais capital chinês

Fonte: O Estado de São Paulo

Uma forte onda de investimentos de companhias chinesas no Brasil é esperada para os próximos meses, sobretudo em infraestrutura e commodities. Para o leilão de transmissão de energia, previsto para setembro, grupos chineses e outras multinacionais – que já atuam aqui e novas – foram convidados para participar, segundo fontes ouvidas pelo ‘Estado’ O desmonte de ativos da Eletrobrás, como as subsidiárias Eletrosul e Celg, é considerado atraente. Os ativos estão sendo oferecidos a diversos investidores, chineses ou não. Também estão à venda importantes negócios do setor, como a Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, que tem entre os sócios o grupo Odebrecht, a participação da Light na Renova, ativos da Abengoa e Duke Energy, dizem fontes. As empresas não comentam. A State Grid e sua conterrânea China Three Gorges (CTG), ambas estatais, são apontadas como compradoras de vários ativos no Brasil. A CTG foi a última a aportar por aqui. Chegou em 2013 e comprou participação em várias hidrelétricas e, nos últimos meses, arrematou as Usinas Jupiá e Ilha Solteira, da Cesp.

Nas últimas semanas, representantes da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China fizeram um “road show” em território chinês para atrair investidores. “Há grupos que ainda não têm investimentos no Brasil e que estão sendo apresentadas aos diversos negócios à venda (de infraestrutura ao agronegócio)”, disse Charles Tang, presidente da entidade, que está na China nessa comissão e deve voltar no início de agosto. Entre 2010 e 2015, investidores chineses colocaram entre US$ 30 bilhões e US$ 35 bilhões no País, segundo Roberto Dumas Damas, professor de economia chinesa do Insper. “Estão nessa conta investimentos diretos e em empresas”, diz. “Os chineses buscam negócios, principalmente, em recursos naturais e commodities.”

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