Flávio Faria, diretor da Odebrecht na Argentina, administra uma carteira de projetos que já soma US$ 2,2 bilhões
Tentando manter um perfil discreto, a Odebrecht silenciosamente montou uma carteira de US$ 2,2 bilhões em obras de infraestrutura na Argentina, das quais US$ 1,8 bilhão ainda estão em execução. O estoque não inclui o acordo com a Vale, para participar do projeto de exploração de cloreto de potássio em Mendoza, e demonstra o apetite da construtora para crescer no país. "Estamos eternamente insatisfeitos", afirma o diretor-superintendente na Argentina, Flávio Faria, questionado sobre a intenção de entrar em novos empreendimentos. "Mas buscamos projetos consolidados."
Hoje a Odebrecht, que voltou ao país vizinho em 2003, após um longo período de ausência, está na fase final de ampliação dos gasodutos do Sul (TGS) e do Norte (TGN). As obras cruzam boa parte do território argentino, com mais de 2.500 quilômetros de extensão, e vão possibilitar o aumento da oferta de gás natural no frágil sistema energético local. A TGS tem participação acionária da Petrobras.