A preocupação com o meio ambiente, que praticamente é imposta pela sociedade às grandes companhias, faz com que as empresas de transporte de cargas estudem opções para amenizar os reflexos que suas atividades causam. Essa é uma questão sensível para os agentes do setor logístico, muito vinculado ao modal rodoviário e à utilização de óleo diesel. O inventário nacional de emissões veiculares, realizado pelo governo federal, mostra que do total de emissões de CO2 do segmento de transporte rodoviário em 2009, 53% vieram da queima de óleo diesel, 2% do biodiesel, 26% da gasolina, 17% do etanol e 2% do gás natural veicular (GNV).
Ao projetar para 2020, essa participação relativa poderá se alterar, por exemplo, pela desaceleração das emissões associadas à gasolina, explicada pela rápida ascensão da frota de veículos flex fuel e pelo mercado favorável ao etanol em anos recentes. Desse modo, a previsão para as emissões de CO2 para 2020 poderão estar assim distribuídas: 49% da queima de diesel, 21% da gasolina, 3% do GNV, 24% do etanol e 3% do biodiesel. Consideradas apenas as emissões de CO2 oriundas dos combustíveis fósseis, em 2020 serão aproximadamente 196 milhões de toneladas, das quais 131 milhões de toneladas associadas ao diesel, 56 milhões à gasolina e 9 milhões ao GNV.