Usinas nucleares e termelétricas ainda geram 10% da energia usada no País; até 2019 perfil energético do Brasil não deve mudar.
Fonte: O Estado de S. Paulo
O maior problema que o Brasil enfrenta para limpar sua matriz elétrica é que ela já é, essencialmente, limpa – criando uma situação confortável que reduz a pressão por investimento em novas tecnologias. Quase 90% da eletricidade produzida no País em 2009 veio de fontes renováveis – principalmente hidráulica (83,7%), biomassa (5,9%), e uma pequena participação de eólica (0,3%), segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia.
Estudos mostram que há um enorme potencial ainda não aproveitado em energia eólica e solar no País, que poderia substituir os 10% que ainda são gerados em usinas nucleares e termelétricas poluentes, movidas a combustíveis fósseis. Transformar esse potencial natural em capacidade instalada e produção de fato, porém, exige superar uma série de gargalos econômicos, tecnológicos, logístico e regulatórios. Até 2019, pelo menos, a previsão da EPE é que o perfil da matriz energética brasileira como um todo não mudará substancialmente.