O plano de implantação de até seis usinas nucleares no Nordeste trouxe para Pernambuco a 1ª Oficina Antinuclear da região, que acontece nesta terça (27) e quarta-feira (28) no Convento das Doroteias, no Alto da Sé, Olinda. Noventa integrantes de ONGs de 13 Estados debatem os problemas sociais que podem ser causados pela nova matriz energética. Vítimas da radiação em Goiás (Césio-137), Caetité, na Bahia, Chernobil, na Ucrânia, e Hiroshima, no Japão, darão seu testemunho. Ao fim das discussões, vão elaborar a Carta de Olinda, que tentará convencer governos federal e estaduais dos riscos do projeto.
O evento lembra também os 24 anos do acidente na usina nuclear de Chernobil, na Ucrânia, que matou mais de 50 pessoas, forçou a migração de 200 mil e por isso é considerado o pior da história. Para os participantes da oficina em Pernambuco, a segurança das centrais nucleares não evoluiu desde então, o que mantém esse tipo de produção de energia entre os mais danosos à vida.