A China praticamente dobrou suas exportações de alumínio para o Brasil, entre 2010 e 2011
Passaram de 45,7 mil toneladas, para 81,8 mil toneladas. A participação do produto chinês no total das importações brasileiras de alumínio também, igualmente, cresceu 24,3%. “Apesar do elevado custo de transporte de alguns produtos de baixo valor agregado, como as panelas, por exemplo, por conta da situação cambial e da ação comercial bastante agressiva da China, esses produtos acabaram ficando mais baratos que o produto nacional. E desde 2009 eles estão entrando mais facilmente no mercado brasileiro”, indica Fernando Garcia, consultor da Associação Brasileira de Alumínio.
Segundo ele, a China é um dos maiores produtores mundiais de alumínio primário, mas faz grandes restrições às exportações da matéria-prima. “O governo chinês cobra um imposto muito pesado para quem exportar alumínio primário. A política governamental é importar alumina de países produtores, como o Brasil, beneficiá-la dentro do país e exportar o produto com maior grau de industrialização possível. Eles entraram pesado no segmento de produtos transformados de alumínio.”