A assessoria de imprensa do MDIC informou que o ministério está sempre disponível para examinar os pleitos dos setores industriais, mas neste caso o pleito não chegou à Secretaria Executiva.
Sob o argumento de que o governo 'deu um tiro no pé' ao elevar, no começo de setembro, as alíquotas do Imposto de Importação (II) do aço, em várias apresentações, de 12% para 25% sem ter feito o mesmo com os produtos que têm o aço como matéria-prima, os fabricantes de estruturas metálicas foram ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) pedir que a medida seja estendida também à linha de produtos imediatamente derivados do aço. 'Nosso produto ficou mais caro e o comprador de estruturas metálicas vai preferir importar', disse Luiz Carlos Santos, presidente da Associação Brasileira de Construção Metálica (Abcem), acrescentando que essa preferência já está ocorrendo.
O presidente da Abcem disse que a elevação da tarifa da matéria-prima sem que tenha sido aumentada também a da cadeia produtiva imediata do aço tornou as chapas de aço grossas (insumo básico da construção metálica) importadas mais caras e elevou também o custo do produto nacional. Segundo ele, as siderúrgicas domésticas ainda não aumentaram suas tabelas, mas há casos em que já foi eliminado o desconto que era feito sobre essas tabelas.