O Estado investiu R$ 1,5 bilhão na produção de energia elétrica a partir de ventos, sol e ondas. Até 2011 esse valor pode dobrar
Movido apenas com a força do vento, o Ceará produz em um mês o equivalente a R$ 2,2 milhões em eletricidade. É isso que custa, no mercado livre de energia, os 500 megawatts produzidos por 250 cataventos gigantes instalados no Estado. A cena é deslumbrante: em alguns dos principais cartões postais do litoral cearense, máquinas de 80 metros de altura e 200 toneladas dão um ar futurista à paisagem. É uma mudança movida a R$ 1,5 bilhão em investimentos -- valor que deve dobrar até o final de 2011. Além de contar com os maiores parques eólicos do Brasil, o Ceará está investindo em outras fontes de energia renovável. Até o final do ano, o Estado vai ganhar a segunda maior fazenda de energia solar do mundo e um projeto piloto para produzir eletricidade a partir da força das ondas, transformando o Ceará na capital brasileira da energia limpa.
Entre as três fontes de energia limpa que estão sendo exploradas no Ceará, a que mais se destaca é a eólica. O Estado conta com 14 parques que, juntos, somam cerca de 250 torres. Elas produzem pouco mais de 500 MW de luz elétrica – suficiente para abastecer uma cidade com 2,6 milhões de habitantes. É pouco perto do consumo nacional, de 58,6 mil MW. Mas já representa metade da energia consumida no Ceará. O maior parque da região é o Bons Ventos, com 75 torres. Localizado em Aracati e em Taíba, cidades no litoral cearense, já recebeu cerca de R$ 800 milhões em investimentos. Nos próximos anos, o número de torres de energia eólica deve se multiplicar no litoral cearense. A argentina Impsa anunciou que vai colocar R$ 2 bilhões na instalação de 11 parques eólicos no Estado. “O Ceará deixou de ser lembrado apenas pelo sol e calor”, diz Luiz Eduardo Aguilar, presidente do Parque Eólico Bons Ventos.