O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é um dos trunfos que o governo acredita ter para blindar a economia dos efeitos da crise internacional e atingir um crescimento de 5% em 2012. Os investimentos em infraestrutura também poderão contribuir para o acréscimo da taxa de formação bruta de capital, que no terceiro trimestre chegou a 20% do PIB, um dos níveis mais elevados desde 1992, mas ainda abaixo de outros emergentes, como Índia e China, onde o investimento supera 30% do PIB. O grande desafio da década do Brasil é elevar a taxa de investimento, o que não apenas ampliaria a capacidade das indústrias para atender à demanda sem pressões inflacionárias, como também permitiria melhorar a infraestrutura. O ritmo dos investimentos públicos e privados tende a se acelerar a partir do próximo ano.
O ano de 2011 foi de reformulação do PAC e do programa Minha Casa, Minha Vida. Em maio foram anunciadas novas regras para a segunda fase do programa habitacional, cuja meta é a contratação de dois milhões de unidades até 2014 e cujo foco são as famílias com rendimento mensal até R$ 1,6 mil. Em novembro, o governo desonerou impostos, com a ampliação da faixa de valor do imóvel sobre a qual incide a alíquota de 1% do Regime Especial de Tributação (RET) de R$ 75 mil para R$ 85 mil. Para os imóveis acima de R$ 85 mil, a alíquota é de 6%.