Leilão das hidrelétricas foi marcado para 30 de outubro, e equipe econômica espera que recursos entrem no caixa do Tesouro ainda este ano
Em meio às incertezas sobre o compromisso do governo em cumprir a meta do superávit primário, a equipe econômica impôs sua vontade e decidiu cobrar outorga no leilão das usinas antigas, cujas concessões vencem neste ano. De acordo com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, a expectativa é que a venda de 29 hidrelétricas renda R$ 17 bilhões aos cofres da União. A licitação foi marcada para 30 de outubro. O Estado apurou que a equipe econômica espera que os recursos entrem à vista no caixa do governo para reforçar as receitas deste ano.
A mudança veio por meio da Medida Provisória 688, publicada ontem. Em abril, o governo havia editado uma portaria sobre a licitação e não previa pagamento pelas hidrelétricas. Pelas regras anteriores, venceria a disputa quem oferecesse o maior desconto sobre a tarifa-teto a ser praticada pelos novos concessionários. Agora, vencerá o leilão quem oferecer uma proposta que combine maior bônus e menor tarifa.