Autoconstrução e disponibilidade local da matéria-prima minimizam custos logísticos da obra
Amplamente empregado em países como Colômbia, Equador, China, Japão e Índia, o bambu não é muito utilizado na construção civil brasileira. As razões passam pela questão cultural, no qual existe um conceito errôneo de que essa gramínea possui baixa durabilidade, e pela questão econômica, que é a ausência de fornecedores de mudas de espécies de bambus mais apropriadas para aplicação nesse setor e que possam ser plantadas em escala comercial.
Mas, essa realidade deverá mudar em pouco tempo. “A recente aprovação da Lei Federal de incentivo ao manejo sustentado e ao cultivo do bambu, certamente, irá desencadear uma série de atitudes positivas que culminarão na oferta de matéria-prima de boa qualidade para ser utilizada na construção”, afirma o professor doutor Antonio Ludovico Beraldo, da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp. “A partir da oferta de matéria-prima originária de plantios realizados em escala comercial, empresas poderão se instalar, visando à produção de uma série de materiais à base de bambu, tais como chapas prensadas e bambu laminado colado (BLC)”, explica.